Placas Tectônicas

 A crosta terrestre corresponde à camada superior da Terra, que é formada por rochas em seu estado sólido. Já as camadas inferiores exceto o núcleo interior, que também é sólido apresentam-se em uma textura líquida ou pastosa. 

A grande questão é que a crosta terrestre não se apresenta de maneira contínua ao longo de toda a extensão do planeta. Ela é fraturada em vários “pedaços”, conhecidos como placas tectônicas. 

A teoria que aponta a existência das placas tectônicas foi elaborada ao longo do século XX a partir de evidências existentes na Dorsal Mesoceânica, no Pacífico, onde foi apontado o afastamento das áreas continentais. Mas tudo isso veio das premissas da Teoria da Deriva Continental, que indicou o movimento dos continentes, fato que sabemos que acontece ainda nos dias atuais, em um ritmo lento para os olhos humanos, mas relativamente acelerado em termos geológicos. 

Qual é a função das placas tectônicas na vida do planeta Terra?

As placas tectônicas desempenham um papel fundamental na dinâmica e na sustentação da vida no planeta Terra. Aqui estão suas principais funções:

1. Ciclo dos Elementos Químicos Essenciais

  • A movimentação das placas tectônicas recicla materiais da crosta terrestre por meio de processos como a subducção (quando uma placa se desloca sob outra) e a formação de novas crostas nas dorsais oceânicas.
  • Isso mantém o equilíbrio de elementos químicos como carbono e nitrogênio, essenciais para a vida, regulando o clima e os ciclos biogeoquímicos.

2. Regulação do Clima

  • A tectônica de placas influencia a liberação e o armazenamento de dióxido de carbono, um gás essencial para o efeito estufa natural. Por exemplo, vulcões associados a movimentos tectônicos liberam CO₂, enquanto processos de erosão e subducção o capturam e armazenam.
  • Esse mecanismo ajuda a regular a temperatura global, mantendo condições adequadas para a existência de vida.

3. Formação de Continentes e Oceanos

  • O movimento das placas molda os continentes e os oceanos, criando habitats diversos. As montanhas, vales e bacias oceânicas são resultado direto da atividade tectônica.
  • A evolução geográfica gerada pelas placas promoveu a biodiversidade ao longo do tempo, criando condições para a separação e interação de espécies.

4. Gerador de Ecossistemas Únicos

  • Zonas tectonicamente ativas, como dorsais oceânicas, abrigam ecossistemas singulares, como as fontes hidrotermais. Esses ambientes suportam formas de vida extremófilas, mostrando que a vida pode prosperar em condições extremas.

5. Proteção contra Erosão Total

  • A tectônica de placas impede que o planeta se torne completamente plano devido à erosão. O surgimento de novas montanhas e cordilheiras mantém a diversidade topográfica, essencial para a vida terrestre.

6. Estímulo à Evolução e Adaptação

  • Eventos tectônicos, como terremotos e deslocamentos de continentes, criam desafios ambientais que promovem a adaptação e a evolução das espécies.

7. Armazenamento de Recursos Naturais

  • As placas tectônicas são responsáveis pela formação de recursos essenciais, como petróleo, gás natural e minerais. Esses materiais são resultado de milhões de anos de atividades tectônicas e processos geológicos associados.

As placas tectônicas são como o "coração geológico" da Terra, alimentando a renovação e sustentação da vida ao longo de bilhões de anos.

Há três principais tipos de movimentos das placas tectônicas, considerando a direção do deslocamento de uma placa em relação à outra: o convergente, o divergente e o subsidente ou transformante.

Movimento convergente: As placas com movimento convergente são aquelas que se chocam diretamente entre si, indo uma contra a outra. É esse o caso onde se formam as maiores cadeias de montanha.
Movimento divergente: Ocorre quando as placas afastam-se uma da outra. Esse afastamento pode provocar a emergência do magma que se solidifica e forma algumas ilhas vulcânicas em áreas oceânicas.
Movimento transformante: É quando as placas se deslocam unilateralmente, havendo, ainda sim, o atrito entre elas, com a ocorrência de terremotos e a formação de alguns falhamentos, a exemplo da Falha de San Andreas, no oeste dos Estados Unidos.

Tipos de placas:
- Oceânicas: encontram-se no assolho oceânico.
- Continentais: situam-se sob os continentes.
- Oceânicas e continentais: situam-se sob o continente e no assoalho oceânico.

"Placas tectônicas ou placas litosféricas são gigantescos blocos que compõem a camada sólida externa da Terra. Esses “blocos” estão em constante movimento, podendo formar zonas de convergência de placas (colisão de diferentes placas) ou zonas de divergência de placas (as placas se afastam umas das outras). Esses processos são responsáveis por fenômenos como, por exemplo, os terremotos e a expansão de oceanos."

"As principais placas tectônicas são:
→ Placa do Pacífico
Com aproximadamente 70 milhões de quilômetros quadrados, essa é a maior placa oceânica, abrange a maior parte do oceano Pacífico. Ela é renovada em suas bordas, onde há separação das placas vizinhas e a expansão do assoalho marítimo.

→ Placa de Nazca
Possui extensão de 10 milhões de quilômetros quadrados, e está localizada no leste do oceânico Pacífico, que fica 10 centímetros menor a cada ano, por chocar-se com a placa Sul-Americana. O choque entre essas duas placas originou a Cordilheira dos Andes.

→ Placa Sul-Americana
É uma placa continental que possui 32 milhões de quilômetros quadrados. O território brasileiro está localizado no centro dela, onde a espessura é de 200 quilômetros, por esse motivo o país é pouco afetado por terremotos e vulcões.

→ Placa Norte-Americana
Possui 70 milhões de quilômetros quadrados, e abrange a América do Norte, a América Central e a Groelândia, além de uma parte do oceano Atlântico. O deslocamento horizontal em relação à placa do Pacífico desencadeia vários terremotos, principalmente na Califórnia.

→ Placa Africana
Com 65 milhões de quilômetros quadrados, essa Placa engloba todo o continente africano. A sua colisão com a Placa Euroasiática originou o mar Mediterrâneo e o Vale Rift. A Placa Sul-Americana e a Placa Africana formam uma zona de divergência, ou seja, elas estão se afastando uma da outra, conforme monitoramentos realizados por satélites, elas se afastam cerca de 3 cm por ano."

"→ Placa Antártica
Consiste numa placa continental com 25 milhões de quilômetros quadrados. A parte leste da placa, que há 200 milhões de anos estava junto do que hoje é a Austrália, a África e a Índia, chocou-se com pelo menos cinco placas menores que formavam o lado oeste.

→ Placa Indo-Australiana
É formada pela Placa Australiana e a Indiana, seus 45 milhões de quilômetros quadrados englobam a Índia, a Austrália, a Nova Zelândia e parte do oceano Índico. Forma uma zona de convergência com a Placa das Filipinas, fato que promove o surgimento de ilhas.

→ Placa Euroasiática Ocidental
É um “bloco” que possui 60 milhões de quilômetros quadrados, nele estão o continente europeu e o extremo oeste da Ásia.

→ Placa Euroásiatica Oriental
Abriga o continente asiático. Sua extensão é de 40 milhões de quilômetros quadrados. Essa placa forma uma zona de convergência com as placas das Filipinas e do Pacífico, sendo uma das regiões com maior ocorrência de vulcões e terremotos do planeta.

→ Placa das Filipinas
É uma placa oceânica, localizada no oceano Pacífico. Sua área é de 7 milhões de quilômetros quadrados, nela estão presentes quase a metade dos vulcões ativos da Terra. Forma uma área de convergência com a Placa Euroásiatica Oriental.

Veja mais sobre "Principais Placas Tectônicas " em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/principais-placas-tectonicas.htm












































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